Ex-requianista, o leitor provoca o blog a comentar a agressão sofrida pelo ex-governador Roberto Requião em Matinhos, no feriadão. Quando no governo, Roberto Requião ofendia, difamava e caluniava protegido pela claque da escolinha, amplificado pela TV oficial e protegido pela polícia militar. Naquele seu conhecido comportamento de negar a realidade ainda não se capacitou que está fora do governo. Se o fez, não percebeu que está desprovido das redes de proteção da claque, da TV e da polícia. E continua a ofender, difamar e caluniar. O resultado está aí, um tapa de Rubens Bueno cá, dois tapas de João Feio acolá, sem previsão de que isso acabe um dia. Uma cadeia de tapas. Oxalá seja uma “cadeia produtiva”, como aquela que Requião, no começo do governo, aplaudiu no caso do advogado José Cid Campello Filho – que retribuiu com uma cadeia de processos, com juros, correção e multa por lesão à honra.
O PSDB já pode trocar o disco sobre a quebra dos sigilos dentro da Receita Federal. Foi gente do PT? Foi. Teve gente do comitê de Dilma por trás disso? Não se sabe, porque não se sabe sequer quando foram violados os sigilos. Aliás, há uma nuvem cinzenta quanto a se a violação foi obra exclusiva de aloprados petistas. As informações obtidas nas quebras de sigilo não foram utilizadas na campanha. Portanto, o problema acabou. Desse episódio resta apenas uma coisa: o aparelhamento da Receita pelo PT. Isso é grave e poderia até ter uso eleitoral. Mas num outro país, na Suécia, na Noruega, seguramente na Finlândia. No Brasil não sai da normalidade.
O blog de Fábio Campana está fora do ar por determinação da Justiça Eleitoral, que aplicou o fatídico art. 57 da lei 9.504/97, que proíbe fazer pouco caso dos políticos. O Max vem tentando contato com Campana, mas seu telefone não atende neste feriado.
O analista tributário que acessou por dez vezes os dados fiscais de Eduardo Jorge em Minas disse que o fez por engano, “procurava dados de um homônimo” de Jorge. No imposto de renda a identificação e a busca do contribuinte são feitas pelo CPF.
O despachante/advogado que obteve os dados fiscais de Verônica Serra mediante procuração falsa está livre, leve e solto. Dá entrevistas fazendo piada sobre o incidente e pede dinheiro para fornecer maiores informações. Compareceu à polícia para depor e continua na mesma.
O presidente Lula faz piada sobre as violações de sigilos: “Cadê o sigilo, que ainda não apareceu?”. Não acredita em sigilo nem em escândalo. Como o de Lulinha, Fábio Luis, seu filho, que evoluiu de zelador de zoológico para macroempresário de jogos eletrônicos.
O então deputado Eduardo Paes, quando líder do PSDB na Câmara, explorou a riqueza súbita de Lulinha. Deu em nada. Mais tarde entrou no PMDB para sair candidato a prefeito do Rio. Pediu perdão a Lula e Marisa. Foi eleito. Ninguém mexeu no sigilo de Lulinha. O PT controla auditores e analistas da Receita.
Dilma está com 50%, Serra com 28 ou 30%, variando dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ele dentro da margem de erro. Ela, na margem de acerto. Nós continuamos às margens do Ipiranga.
Hora de terceirizar a Receita Federal? Faço ironia, pois foi o PSDB quem inventou a terceirização em massa e agora paga o preço, pois o PT, inimigo da terceirização, tem seus filiados como os principais suspeitos de quebrar dentro da Receita Federal os sigilos fiscais de líderes do PSDB. Como no caso Eduardo Jorge, cujo sigilo foi violado seis vezes por um único analista tributário, baseado em Minas Gerais.
O analista é filiado ao PT desde 2001 e Minas absolutamente não é o domicílio fiscal de Eduardo Jorge, que não era investigado por qualquer irregularidade fiscal fora de seu domicílio. A circunstância de o analista estar baseado em Minas agrega um indício nas teorias conspiratórias – que já situam a quebra do sigilo da filha de José Serra como fogo amigo do PSDB mineiro, agastado pela queima da candidatura Aécio Neves.
Antes de se definir a candidatura Serra, a imprensa de Minas – em grande parte controlada pela irmã/secretária de Aécio -, fez violentos ataques a José Serra. Em Minas o governo Aécio manteve excelentes relações eleitorais e administrativas com o PT de Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e íntimo aliado de Dilma Rousseff, que foi detonado de sua equipe exatamente no episódio do suposto dossiê contra José Serra.
Pimentel, por sua vez, foi vítima de fogo amigo petista, comandado por Rui Falcão, superassessor de Marta Suplicy, em disputa hegemônica na futura equipe de Dilma. Se não for nada disso, ou pelo menos parte disso, consola-nos a explicação do ministro Guido Mantega, o mais lúcido intérprete da realidade brasileira: “É assim mesmo, sempre acontece”.
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A ‘Expedição Paraná’, excelente série de reportagens da Gazeta sobre o desenvolvimento do Estado, mostra o Paraná real, diferente daquele dos tratores solidários, da tarifa social e outros nascidos da retórica oficial esquizofrênica dos últimos oito anos. O interessante das reportagens está na utilização de dados fornecidos pelo Ipardes, o instituto de pesquisa sócio-econômica do Paraná, respeitado e eficiente corpo de técnicos. Mais interessante ainda que o trabalho do Ipardes põe à disposição do governo todos os dados necessários para uma boa administração, indicando as necessidades a serem supridas e as carências a serem superadas. O governo usa esses dados? Tudo indica que só na medida em que eles coincidirem com os interesses de quem está no governo. É mais fácil o cometa de Halley reaparecer antes de completar sua década de órbitas que ocorra essa coincidência.
“No nosso país não dá para pensar dois anos para frente” – Rogério Ceni, capitão, goleiro recordista histórico na marcação de gols em cobrança de pênaltis, vinte anos no São Paulo Futebol Clube, sobre seu futuro depois de 2012, quando termina seu contrato com o time. Se quiser será um grande técnico ou um magnífico presidente do SPFC: tem disciplina, conhecimento e liderança. Só não poderá ser presidente do Brasil, pois o cargo é privativo de mulher protegida pelo cordão de isolamento a entrevistas e debates, de quem não se sabe o que pensa - e nem o que sabe.
Enzo Zidane, 15, titular da camisa 10 dos juvenis do Real Madrid, joga no meio de campo como o pai, o grande Zenedine.
A violação do sigilo fiscal de Verônica Serra foi denunciada em outubro de 2009, mas é amplificado onze meses depois, exato no auge da campanha em que o pai da vítima arrisca perder a eleição para presidente. O timing da indignação dos políticos é ativado no momento de melhor proveito eleitoral, não quando a intimidade, a dignidade ou as instituições são violadas.