Os suspeitos usuais
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Os suspeitos dos improváveis atentados contra o ex-governador Roberto Requião. Pela ordem: 1) os doentes, a quem o governo tentou de tudo para recusar medicamentos – e graças à Justiça são hoje plenamente atendidos; 2) os policiais, civis e militares, os dois que não ganharam aumento, os civis porque foram ameaçados de pancada se fizessem greve, e os militares, que reclamaram das promoções para fazer comandante o preferido de Requião; 3) os donos dos jornais tradicionais, xingados de canalhas todos os dias; 4) os donos de agências de propaganda, que têm que ir à Justiça toda semana para anular as licitações do governo; 5) os caras que bancam as indenizações por difamação, que morrem de medo de assalto quando carregam dinheiro vivo dos bancos para os cartórios da Justiça. Os empresários de pedágio e o Banco Itaú não são suspeitos de improváveis atentados. Nestes Roberto Requião sequer fez cosquinha.